OUTUBRO

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STOPMUNDO
TOSCO
ARTES VISUAIS/ STREET ART

GALLERY AT KRYPTON
06 OUT - 06 JAN 2012



STOPMUNDO é um termo que surge da aglutinação de dois outros termos STOP e MUNDO.

- STOP (palavra inglesa) interj. Pare!
- MUNDO (latim mundus, -i, conjunto dos corpos celestes, firmamento, universo) s. m. [Por extensão]  A gente;
a humanidade.
. A vida terrestre.
. Classe, categoria social.
. Sociedade.
. Tudo o que é grande.
. Prazeres materiais.
. “O outro mundo”: a vida futura.
. “Vir ao mundo”: nascer.
. “Terceiro mundo”: conjunto de países pobres ou subdesenvolvidos.



O STOPMUNDO é uma expressão gráfica da transformação daquilo que é o mundo social em que vivemos hoje.
Pretende-se expressar um sinal.
Um sinal de paragem para que o mundo possa pensar.
O mundo social globalizado onde estamos hoje.
Mas, quem é o mundo?





TOSCO

Designer e ilustrador, natural de Lisboa, nasce em 1981.
Desenha desde que se conhece, sendo que na década de 90 sentiu necessidade de se exprimir de uma forma mais visível,
assumindo assim a pele de um artista urbano.

Para Paulo Ferreira ("Tosco") não existem quaisquer técnicas ou conceitos concretos, o seu trabalho caracteriza-se pelo estilo singular e a sua enorme capacidade criativa. Foram  vários os trabalhos de ilustração, pintura, que fez para marcas como Fanta, Super Bock, Pampero, entre outras. Participou na primeira edição do festival "Cultronica" em Bragança, como artista convidado, e no "IlustraUnderground" 08 organizado pela ETIC. Ilustrou também para publicações e magazines como "TurboChainSaw Magazine" (UK) e "Color Ink Book" (EUA) , ambas como artista convidado.

O destaque do seu portfolio  encontra-se na inovação, na qualidade, nas diferentes técnicas e conceitos que aplica nos
diversos projectos que integra de ilustração, bd, streetart e graffiti.



SETEMBRO

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FAREWELL
YANN GIBERT
ARTES PLÁSTICAS/ PERFORMANCE

WHO GALERIA
22 SET | 20h - 24h



FAREWELL

"Cheguei de França no dia 23 de Setembro 2005. Tinha comigo um saco só. Havia lá dentro roupa, uma pen USB, uns papéis oficiais... Cheguei a Lisboa com poucas coisas e a vontade de ficar um só ano. Todo o resto dos meus bens tinham sido distribuídos aos meus amigos numa grande festa de despedida. Durante esta noite de adeus, partilhámos o que acumulei durante anos nesta casa em Lyon, para me permitir viajar com a mala e o coração mais leve.

Hoje aparece o fantasma de um novo exílio e coloco, novamente, a questão da pertença de bens materiais a uma memória que só tem lugar no passado íntimo. Através do confronto entre a minha própria memória e o lugar de acolhimento, questiono o condicionamento desta vivência pessoal num contexto social preciso. O inventário dos meus bens lisboetas, recolhidos ao longo dos meus anos de integração, remetem imediatamente à especificidade cultural local e ao efeito de transculturação que este momento teve sobre mim. Pouco do que tenho aqui me pertence, fundamentalmente. Até seria bom devolver a quem me rodeia estes livros que me foram sugeridos por tal pessoa que estava lá para me aconselhar; estas músicas que ouvi naquela festa e procurei e continuei a ouvir, com o barulho de Alfama a interferir nas melodias; esses filmes que descobri na Cinemateca, eu que antes de chegar aqui nem tinha visto um filme do Preminger; estas roupas que só prestam para apanhar um comboio na Linha de Cascais, aos fins de tarde de Verão... Trata-se de mim, de Lisboa, de rituais, de afastamento, de intimidade, de mais uma vida (e mais uma morte)."

Yann Gibert, 2011



PERFORMANCE DE UMA SÓ NOITE.



SOBRE A PERFORMANCE

Ao longo de uma só noite, será recriado no espaço da WHO galeria o meu domicílio actual. O meu próprio mobiliário (sofá, estante, mesa, cadeiras), livros, discos, irão compor um espaço caseiro.
Neste espaço deslocado irá acontecer um momento transportado: a minha festa de despedida onde serão convidados os meus amigos e integrados visitantes inesperados. Esta festa ficcional terá, como qualquer festa, música, bebida e comida, mas com a particularidade de ser uma take away party, onde as pessoas serão convidadas a levar para casa os meus objectos pessoais.



YANN GIBERT

Aos 20 anos de idade, após ter terminado os seus estudos em Música e Ciências Económicas, Yann Gibert recebe as suas primeiras aulas de Dança (Técnica Cunningham).
A partir de 2008 o seu trabalho como criador sai dos palcos, investindo então em lugares específicos, tal como o pavilhão de um hospital psiquiátrico, um bar no Cais do Sodré, uma festa de Natal, ou ainda na Arte Lisboa.
Entre 2003 e 2008 cria várias peças para palco, entre as quais destacam-se 3TIMES, apresentado na Fundação de Serralves e no CCB, e THE BODY ARTIST, em colaboração com a artista plástica Isabel Simões.