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A música portuguesa gosta dela própria na Baixa-Chiado PT Bluestation

Em dezembro - mês de tradições ancestrais em Portugal - o lema da Baixa-Chiado PT Bluestation é “Celebrar a Tradição do Futuro”. O espólio de música portuguesa online A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPAGDP) assenta arraiais na estação e traz à capital grupos musicais de norte a sul do país, projeções com tradições de Natal em aldeias do interior, bailes, contos e debates. Tiago Pereira, mentor do projeto MPAGDP, defende que “um povo sem memória não existe”. E o que quer construir é “a memória do futuro, dando a conhecer culturas, remisturando-as e contaminando-as”. E qual o espaço mais adequado? A Baixa-Chiado PT Bluestation!

Vitorino e Paulo Furtado debatem música portuguesa

A Dança Portuguesa
a Gostar Dela Própria

A Música Portuguesa a Remisturar-se: Omiri ao vivo

Depois da recente controvérsia entre Vitorino e vários músicos portugueses (entre os quais Paulo Furtado), que surgiu de uma entrevista ao Jornal de Leiria na qual Vitorino dizia que "quando um português canta em inglês fica tristemente ridículo", ambos os músicos e o etnomusicólogo Pedro Felix vão à Baixa-Chiado PT Bluestation falar publicamente sobre o tema, num debate moderado por Tiago Pereira. A música portuguesa gosta dela própria e a dança portuguesa também! Para o mostrar, vai nascer um site intitulado, precisamente, “A Dança Portuguesa a Gostar Dela Própria”, uma parceria entre Tiago Pereira e a Pé de Xumbo. O lançamento é no próximo dia 5, em plena Baixa-Chiado PT Bluestation, com a atuação dos
No Mazurka Band. Na quarta-feira seguinte, a dança continua com o grupo Aqui Há Baile.
Reinventar a tradição. Colocar músicos de todo o país juntos, a tocar e cantar, não em carne e osso, mas em som e imagem.
Com remisturas de computador e manipulação de imagem, instrumentos tradicionais e vídeo, sintetizadores e matanças do porco, chouriças e nyckelarpas com distorção. É o que fazem Tiago Pereira e Vasco Ribeiro Casais, no seu projeto Omiri, que atira convenções bafientas às urtigas.

Segunda-feira, dia 3
18h30

Quartas-feiras, dias 5 e 12
19h

Sexta-feira, dia 7
21h

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Como se constrói o adufe e a flauta

"O ruído na música":
Noiserv e Vitor Rua

Música Portuguesa
no Feminino

O Experimentar na M'incomoda ao vivo

As terças são dias de Tradição Oral Portuguesa. Dia 4, o percussionista Rui Silva vem à estação em nome do seu projeto Al-Duff explicar um pouco da história e construção do adufe de Idanha-a-Nova.
Dia 11, Diogo Leal faz uma demonstração da flauta de tamborileiro, tocando-a e contando um pouco da geografia deste instrumento.
Vitor Rua (fundador dos GNR e Telectu), David Santos (aka Noiserv) e Carlos Alberto Augusto (compositor e ex-colaborador do Ministério do Ambiente em projetos sobre poluição sonora) conversam sobre a noção de “ruído” e a possibilidade de integrar paisagens sonoras na gravação de música. O debate é moderado por Tiago Pereira. Em quase dois anos de gravações para a MPAGDP, Tiago Pereira apercebeu-se que “há muito mais homens que mulheres a fazer música em Portugal”. Em homenagem a essas mulheres, nasce o ciclo “Música Portuguesa no Feminino”. Dia 6, traz Rita Dias à estação e, dia 13, as Mulheres de Bucos (em parceria com a Retrosaria Rosa Pomar). Projeto de reinvenção da música tradicional dos Açores onde cabem canções de baleeiros, sintetizadores espaciais e foliões do Espírito Santo,
O Experimentar na M’incomoda conta já com dois álbuns editados: um homónimo, de 2010 e “Sagrado e Profano”, de outubro passado. Dia 14, atuam ao vivo na estação mais reinventada de Lisboa.

Terças-feiras, dias 4 e 11
17h

Segunda-feira, dia 10
17h

Quintas-feiras, dias 6 e 13
17h / 18h

Sexta-feira, dia 14
21h

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